sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Quase nada


Vânia era uma dessas adolescentes inteligentes , descoladas , que mascavam chiclete de boca aberta, olhos azuis meio indiferentes , jeito tão taxativo de uma personalidade ferrenha.


Seus namoros eram tópicos enigmáticos , com términos sem um mínimo de nexo ou drama: - Sei lá,ele deu um espirro tão fino , que parecia um gay...Aquilo ali acabou com tudo...


Dois anos depois , outro irracional fim:- Ele era baixinho e inventou de abrir um guarda-chuva preto , daqueles de filmes dos anos 50.Simplesmente, sumiu lá dentro...Ah,não...Oh homem fraco!


Seis meses , outra empreitada: -Ele me olha tão zonzo de paixão , que tenho uma vontade louca de enforcá-lo ...Grudento , só diz mô e ri , ri e mô...


-Só fala em cirurgia e em flamengo...Cabra bitolado,só porque é médico ... Exibido!


Mas, o destino é um sacana fanfarrão,gosta de tirar sarro de quem o desafia,e um belo dia:


-Minha filha,largue este homem!- disse-lhe Dona Vera,praticamente implorando pela enésima vez.


-Mãe,só porque ele foi preso por aquela besteira há 2 anos? Paciência ! Ele era muito novo ! Viu como os filhos dele são lindos? –falava praticamente comovida.


Quem diria,quem diria...Para abusar alguém ou se apaixonar, basta quase nada.






Um comentário:

  1. Olá, moça...vc deixou um comentário em meu blog dizendo que é amiga do Marcelo...desculpe não ter respondido mais cedo, mas é que deixei de lado esta vida de blogueiro...mas vim lhe agradecer a visita. Gostei muito do seu blog, é bem feminino, bem criativo. Se quiser, me adiciona no msn: buenoluis3000@yahoo.com.br. Um beijo!

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