sábado, 25 de junho de 2011

E eles não se encontram... ( poesia reformulada de 2006)





Carros seguem paralelos, sobre a ponte, rasgando ventos.




Ela, distraída; ele, ansioso, e um passa pelo outro sem reparar- ele, bem pra ela; ela, bem pra ele.



Mas a ponte velha, cheia de cimento no pó de um momento, permitiu a tal história- foram embora sem se notar, feito seres paralelos, sem elos, num encontro de um ainda vingar, nem que seja numa aresta oculta da vida ou no canto distraído de um olhar.

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