terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Eu, hein?

Por favor, não cobrem de um poeta ou de um eterno sonhador o que eles acham do amor... Nem sempre eles têm a resposta- sabem mal dizer o que bem passou, se algo restou ou mesmo morreu, mas sem entender bem o quê... E o que é o amor? Eu, hein?

Na minha cidade...







Nossas origens brincam, seja na forma de um perfume, de música no canto da sala, de locais antes frequentados... É a veneração do hoje para saudar o que passou, cheirando a chuva em flor, amando as horas correndo, escorrendo em riste bem nos olhos...



A sombra e o verde, locais preferidos, os queridos para se estar e amar, esquinas e ruas, rios fluindo e se encontrando na minha cidade... E tudo me faz voltar, faz pensar no que sou hoje- valeu a pena viver a pleno... em Teresina!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Certezas...






Às vezes, não tenho, sequer, um porquê para acreditar, mas não reclamo, se tenho a suficiência da dúvida, que não deixa de ser um tipo de certeza.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Apenas fiquei

Não me diga o que fazer com este silêncio tão melhor, pois a vontade cala e nada diz ...Deixe tal coisa assim mesmo, só para nós dois...

Entre olhares, brincar de segurar ponteiros do tempo, segurar seu ombro - é aqui que eu fico, amor... Espere, eu não disse- apenas fiquei...

Para sempre... ( às mães que perderam seus filhos para Deus)


Mãe que chora pela filha de fios loiros, olhos amendoados, cabelos da mãe...

Mas a menina dorme sossegada num sono de bela adormecida e, de tão não esquecida, resvala num sorriso grudado no quadrado de pensamento, encenando mais um fim de dia, bom dia , mãe! Eu não morri, moro e durmo acolhida em sua alma e, para sempre, murmuro em seu coração feito oração- Boa noite!

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Barulhinhos

Ouço o gritinho da menina, os passos agudos do tempo, o choramingar das águas, as petições da saudade. Eis o silêncio de que mais preciso hoje- barulhinhos, e são tão grandes assim!

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Arte ( Pensamento)


A arte é um ciclo pertinente à história, resultante de toda inquietação e insignificância humanas. O homem apenas movimenta,contempla, reverbera, respira em meio à limitação da carne. A arte, no fundo, não é rebelde, mas fruto da resignação, do entendimento,da distração. O homem nasceu para a arte, e ela veio do simples porque não vence a morte, apenas a ludibria por alguns instantes...E os instantes se desdobram em eterno, dependendo de quem os sente. Daí, nasce o artista, e morre o intelectual - Arte é a arte da cópia, não existindo obra puramente original, exceto a vida que nos foi dada.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

A pedra ou a perna? ( 90 anos de modernismo)




Virei gente de uma perna só - uma que vai, se a outra não existe, não quer nem saber dos descaminhos... É ... A perna... Parece a pedra do caminho de Drummond- Havia uma perna meio sem sentido, sentida e sem carinho - a perna...ela quer ir, mas uma outra não, virou descaminho o caminho de então- hesitação.