sábado, 10 de março de 2012

A trama psicológica do jarro ( Quem lê Clarice, os textos se debruçam na loucura)









Eu sou um jarro vazio, sem flores, emplastrado de barro por fora, frio, mesmo saindo do que se chama forno, quieto na sala, sem nenhuma função...









Coração não há, sentimentos sei lá, mas o jarro me olha de longe, esquizofrênico e talvez sofrível? -Eu estou aqui por quê? Ele me pergunta, mas eu não sei respondê-lo, nem as flores tenho em casa! Matando o jarro de desgosto, ele só me olha de revestrés, e eu pensando:












-Cada um com seus problemas...Se pessoas sofrem, por que não o meu jarro?












Hoje eu estava sádica, até mesmo com simples objetos... Eu queria um sopro de vida, assim como o barro que tudo gerou...Eu me calo...Amanhã, comprarei flores...Estou arrependida, se não suporto ninguém sofrer, até mesmo aquele jarro inútil...Flores vermelhas ou brancas, o que acham?

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