quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Mentiras e a humanidade ( Luís Fernando Veríssimo e situações do ser humano evocam a verdade sobre a mentira nesta minha simples prosa)


A mentira de verdade- escudo frágil da humanidade , covardes redes de proteção numa “casca de ferida” das moitas - falha , contos de bruxas tão sem fadas.

Enganos adormecendo na alegria , meia- verdade de uma mentira , fantasia de vida sem erros ou dor- eu não sabia , amor...

E , mais uma vez , a língua consonante com devaneios sem os melhores meios , mentiras de curtas pernas , fuga de olhos num piscar -isso é inveja , por favor!

O homem não cansa de enganar; não sabe sofrer nem desagradar , a mais pura verdade da mentira-contos de bruxas tão sem fadas ,"casca de ferida" das moitas-falha.

Seu beijo


Quero o peso da sua boca na minha , numa peleja de lábios brincalhões , a sensação única de um dia mais inteiro...


Não por um simples e sorrateiro beijo , mas você tão entregue no meu rosto...Ahh !O peso da sua boca e que gosto!


Eu , meio zonza num carinho , não descanso sem o seu beijo no meu , paixão de um dia mais inteiro , a vida inteira por um beijo seu...

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Nada( Esta poesia é também mais antiga...)


Conduza-me à incógnita do nada...Tudo já passou, mas e você, no oco recheio dos meus nadas?




Sobre nós,quer que eu diga tudo? Explícita incógnita : O nada pelo nada,o nada que diz tudo...

Acalanto ( À minha filha)


Minha filha ensinou-me a cantar baixinho,contar seus dedinhos,relembrar cores do arco-íris.

Fadas e príncipes,cirandas e bonecas-antigos acalantos das melhores infâncias,bem no pé-do-ouvido,se for preciso.

Pude entender,tive que sentir-sou o eterno anseio pelo seu sorriso, sua mão- de- mãe num sono mais tranqüilo,ninando bem baixinho seus sonhos de acalanto
.

sábado, 25 de outubro de 2008

Buraco negro(Minha homenagem ao livro não recente de Lya Luft-As parceiras)


Eu me perdi nas valas mais profundas , num universo que mal cabem meus pensamentos...


Carrego o peso da infinitude mal explicada , um buraco negro sem janela e escada -o tudo sorvido ,mas nada se distingue nos ocasos da história.


Eu ,confusa em algum lugar obscuro,às vezes tão escuro , meus pensamentos escoam sugados.


Além da extensão do universo , carrego o peso da infinitude mal explicada ,misterioso buraco negro girando - eu , perdida em mim , chorando...

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Sem pé e sem cabeça


Não acredito que me desmontei feito quebra-cabeça sem cabeça , somente pra te conquistar...

Botei , ligeiro , um batom vermelho mais encarnado que o meu beijo , pra pelo menos te assustar...Mas , nem assim , num perfume de jasmim ,olhaste pra mim...

Então , nada feito ,fiz tudo direito ,o amor é assim –nem vermelho ,nem jasmim;apenas sem pé e sem cabeça.

Covarde


Não sei , sei não...O problema é o coração quando escuta aquela canção-não se assume , mas consumido de paixão.

Sei não ,não sei...O problema é a canção quando escuta o coração.

Acho que entendi: O problema sou eu ;a canção e o coração deram ouvidos a mim ,virei problema sem solução.

Na dúvida , melhor culpar o coração ou a canção...Eu ,não...

Bem ou mal...


Um dia ,se cruzar meus olhos com os seus ,não diga tudo bem ,se saberei que , de alguma forma ,nada mais além -sei lá ,bem ou mal...



Esse alguém ,você além de mim , não pôde ver:Se cruzar seus olhos com os meus...



Finjo até a mais abrupta cegueira ,mais um caldinho de doideira , pensamentos nascem a esmo- Se o vir ,não o vi; nada mais além , e estará tudo bem ,bem ou mal...

Menina imaginária


Uma menina sozinha , a bola cor- de- rosa contra a parede , rebatida pela amiga invisível verde.


Ela joga revidando ,fala replicando , contramão da vida real –não tinha medo ,seu olho azul era uma caixa de segredo ,aprendeu a ver além das palavras.


Ao invés de um mero brinquedo ,uma invisível amiga de florido vestido ,sorriso-glitter numa tez luminar ,jeito doce e fácil de gostar.


A verdinha mais visível já vista por lá- dizem que procura meninas distraídas , de olhos num permeio azul ,sem medo de esconde-esconde e de bolas fortes...Eita , mas que menina imaginária de sorte!

Feliz( Eu,totalmente derramada nesta poesia)



Sou aprendiz ainda dos velhos quadros –de- giz: Ser feliz , sempre espero e quis...


Dias nascem no firmamento - num tormento que deforma o rosto, respingo o meu verniz ,reformo a minha casa , cheiro de flor-do-campo , janelas que abraçam o vento.


Você sempre chega no meu momento quando a noite bate à porta ,quando sonho com o seu alento...


Eu ,caloura da vida ,aprendiz das manchas de giz... E ainda veio você numa embalagem inusitada de destino ,tudo que eu sempre quis-por ser feliz , tão feliz!

A sonsa( A hipocrisia humana não tem hora nem lugar...)


Respingos de vinho ,aroma de volúpias no corpo do homem , lambidas embriagadas desferidas por essa tal mulher...

Apenas uma leviana de nascença , criatura de trejeitos sóbrios e sérios , falava baixo e apenas sobre amenidades.Era a mais politicamente correta da cidade-cheirava a vinho , naturalmente para uma serva de Deus na Eucaristia...E ninguém descobria...

Bastava-lhe um cerne de carne ,dentes e lábios , línguas e respingos - felina da noite , beata das manhãs num terço azul , não lambia direito nem sequer um sorvete , imagine aquele homem-Deus me livre!

Trejeitos sóbrios e sérios , lambia e rezava , cheiro de vinho na homilia , mulher de categoria-rezava e lambia...E , graças a Deus , ninguém sabia...Felina da noite , beata do dia.