sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Não tenho pressa...




Gosto de levezas e de plumas recontadas, nada de pressa, dentes-de-leão, ventos alísios.

Gosto das repetições que não cansam, de todo bis que morre na beleza de quem nasce, do redundante pleonasmo, tic-tac, onomatopeia de relógio, mais um bis, por favor! Não tenho pressa, é só mais uma vez...

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Ah, moleques!


Eu rio tanto dos meus pensamentos! Mas, ironicamente, estes moleques de gangorra riem muito mais de mim... Ah, moleques!

Linhas






O que nos resta é a linha curva e azul da vida, as retas corridas do tempo, pontilhados de chuva e vento, ondas e sol, picadinhos de estrelas...






E, por mais um dia, brindemos e vivamos na berlinda das linhas de uma vida --------------

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Hálito de Deus


A música é o próprio hálito de Deus.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Bicho da noite



Sou um bicho da noite, esta dama de vestes negras que me honra todos os dias... De graça, ganho o pó das estrelas, a luminosidade da lua, o sussurrar das ideias, a música banhando os que amo...


À noite, sou mais ainda o que deveria ser- sei lá, nem sei... Mas que este inútil mistério me faz ainda melhor, isto sim!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Semblante e o semelhante

Só quero que você seja feliz, assim como eu...Fica bem fácil a corrente boa dos sentidos, um mundo mais amigo, onde risos se encontram e abraços se apertam.


É tão certo - somos uns dos outros, somos para o outro, o homem não é mesmo uma ilha, e sim uma social entidade, um semblante no seu semelhante; assim como eu, seu destino se chama felicidade.

Lápis de cor


Do cinza, a nuvem mais cheia de chuva; vermelho é o sangue pelas melhores coisas, azul é o teto estelar, tempo de pensar...

O vento é bege nos teus cabelos, rosa do coração de amar, verde- árvore da menina, arco-íris , desejos tão unidos, meio mundo...Entendi- somos lápis de cor...

Dezembros

Dezembros são começos e términos, um choque entre o eterno e o efêmero, sensações do ano que passou, do ano que virá, o velho e o novo, de algo que talvez nunca saibamos- nossas origens?

Por ser tradição, família, amor e religião, dezembro tem sua carga do Feliz Ano Que Virá e do Feliz Ano Que Veio! Dezembro não se explica, é ainda, de qualquer jeito, vida: Sente- se mais uma vez!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Uma chatice mesmo...

O abuso costuma cavalgar sobre uma lesma cansada mas, quando chega, não sobra nada, nenhum sentimento, seja lá o que for de relevante... Abusar é, involuntariamente, em qualquer área de sua vida, não agradecer, mas fazer o quê? Resta aguentar o abuso que é o abuso bem dentro de nós- uma chatice mesmo...

domingo, 27 de novembro de 2011

...Mas não fico sem o verso...

Poesia que rima com esgrima, lima , limão, carvão...Nada a ver, mas tudo rima com o meu lixo, e num esguicho, forço o verso da poesia que fica feia, mas ela é minha, e fique na sua, meio de lua, pronto...

Já fiz a merda certa de hoje- Rimou! Sacou ? Qualquer lixo serve, é verme e maestria do certo ou errado da poesia...E cale a boca- esgrima, lima, limão ,carvão, mas não fico sem verso, não...

Seu doido!

Eu mesma decidi- de hoje em diante, em cada milésimo de instante, sentirei até os meus átomos e neurônios, pensamentos e hormônios , lembrarei que sou gente de verdade, e nem a tal da realidade me impedirá de ouvir- nasci e sou o melhor assim de mim...E você, já se ouviu por hoje, seu doido?

A indiferença e o necessitado...


Pedra dura, diamante, desencanto do hoje mesmo , e neste instante eu te condeno ao veneno que tu me causas- indiferença, que diferença faz?

E o que me trazes nem o vazio ousou me dar...Então tá, como se não tivesses nascido, como se tivesses morrido, és a criatura largada na rua, e nua, ninguém te vê diferente- que diferença faz?

E tu morres de fome, de frio, sem brio, vazio, pedra dura, de esquina, e ninguém imagina- tu ainda vives , és gente , urgente de tudo , tu urges indiferente ...

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O melhor engano dos sentidos


Sinto que, sem música, até a paixão, o amor e a vida não seriam tão bem degustados. Deus nos deu o melhor engano dos sentidos- os bons gemidos.

domingo, 20 de novembro de 2011

Cinzas ( Para você que está meio, meio...)


Apenas pude renascer quando, finalmente, suas cinzas se deixaram levar pelo vento...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Bajulação e o autêntico


A falsidade usa a bajulação como arma ; já a autenticidade, o elogio como um grande incentivador da humanidade.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Grito da natureza


E o céu azul tocava na flor vermelha...E o único espectador era aquele muro branco, calado, e a natureza gritava em silêncio...

sábado, 29 de outubro de 2011

Colégio Diocesano ( Foto by Advogado Rodrigo Mesquita)




A escada marrom é sombra, luz e tom exatos de quem pisa feliz. Alunos e sapatos, inexatos anos- colégio Diocesano.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Indignação



Indignar-se dói e perturba , mas é o início das maiores transformações dentro de nós e da sociedade!

domingo, 23 de outubro de 2011

Poemeto


Poemeto é para alma de criança sem medo. É pequeno, é sereno , poema de meninazinha num jeito azul, música na praça - coreto.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Gerundiando


A esta hora da noite, cigarras cantando sob as estrelas piscando, e o meu gerúndio andando, deitando e amando a mando de mim.

sábado, 24 de setembro de 2011

Pleonasmo ( Desenho by Luana Aguiar )


Eu rebusco minhas buscas de novo, sou este pleonasmo velho, querendo ser outro- again, again, de novo... Será que termina no fim?

...Feito gente de nascença


Pensei muito em escrever qualquer coisa diferente, mas vivo mesmo de enganos, se as nossas almas são similares, e as letras saltam pouco do lugar. A poesia veio para contar, e não revolucionar na diferença, veio simples, mais do mesmo, feito gente de nascença.

sábado, 17 de setembro de 2011

Eh saudade!


Eh saudade! Apenas uma menina vestida de nuvem, só que faz doer, moer miolos entre abrolhos secos de um pensamento, entrelinhas, entre espinhos, maldade...Eh saudade!

sábado, 3 de setembro de 2011

Borboleta, borboletinha...(POESIA INFANTIL)





Borboleta, borboletinha... Tinha uma borboleta tão minha, bailando pelo jardim, pousando sobre o meu dedo, sem medo, sorrindo para o jasmim num abrir e fechar de asas mas, numa rodopiada ligeira, resolveu fugir e ,num grito, logo pedi - Volte, amarelinha, borboleta tão minha! Aqui, aqui!

domingo, 7 de agosto de 2011

Acabe logo com isso...




Se não existem respostas, se o silêncio insistiu em gritar, fico com a beleza singela do vento, rondando a noite fria de qualquer rua, se eu era mesmo tão sua em qualquer lugar...








Ah, eu não entendo, nem você, muito menos nada, mas acabe logo com isso, ninguém mais pergunta, ninguém mais responde- nem quando, nem como, nem onde...

domingo, 31 de julho de 2011

...E a palavra me veste









Na tela de uma tristeza alegre, na esfera quente de um riso de cor, a palavra me veste de nua o ano inteiro.




quarta-feira, 20 de julho de 2011

Inteiro




Sou uma porção de desmantelos e remendos, mas eu me inteiro.

sábado, 9 de julho de 2011

Alma marcada







Só os sentimentos verdadeiros deixam a alma marcada a ferro. Decerto, num inverno de eterno, num sentir e ficar, acordados e vivos, querendo sangrar.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Pirilampo



Pirilampo no campo de brilhar, de alumiar a menina que corre, a noite enegrecida que escorre no verde faceiro do seu avoar.

sábado, 25 de junho de 2011

E eles não se encontram... ( poesia reformulada de 2006)





Carros seguem paralelos, sobre a ponte, rasgando ventos.




Ela, distraída; ele, ansioso, e um passa pelo outro sem reparar- ele, bem pra ela; ela, bem pra ele.



Mas a ponte velha, cheia de cimento no pó de um momento, permitiu a tal história- foram embora sem se notar, feito seres paralelos, sem elos, num encontro de um ainda vingar, nem que seja numa aresta oculta da vida ou no canto distraído de um olhar.

sábado, 11 de junho de 2011

Sensações sentimentais



Não valorize demais as sensações sentimentais. Estas são cães sem dono,escorrem livremente,mas não determinam fatos e as melhores soluções.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Tardinha



Grande presente, o ardor do ceu à tardinha, laranja, feito lava incandescente e ligeira...

sábado, 21 de maio de 2011

Manhãs de Teresina





As manhãs de Teresina são verdadeiras matizes de azul-celeste entremeadas com o verde da cidade, numa diáfana brisa.


Teresina, sina de linda, minha terra que ainda tem palmeiras, onde cantam o sabiá e o bem-te-vi, manhãs...

quarta-feira, 13 de abril de 2011

História...


Sabe, era uma história contada sob a sombra da tarde, era verde, era chuva, meio deitada na rede...E era entre nuvens e o meu olhar, entre a hora de ir ou ficar, sei lá, não sei, mas é bom estar, e de novo, sentir- só mais uma vez, ditar um eu inteiro que existe em mim, e se ainda chove, e se ainda é verde, meio deitada na rede, ainda é a minha história...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Desconhecendo...


Continuo me desconhecendo, e se eu me reconhecer, toquem os sinos dos campanários,corram pelas ruas e gritem : -É ela, a mesma que se vê no espelho de casa...

quinta-feira, 24 de março de 2011

Sombra


A sombra da tarde me dá saudade...Nao sei por que, não sei de que, uma nostalgia desocupada, deitada na alma, mas não preciso me entender, só sentir o meu bem- viver.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Término


Acredito que até o término dos melhores sentimentos rende-se ao carinho...É o que fica quando não há mais espaço ou razão, mas é lindo assim mesmo.

domingo, 20 de março de 2011

Eu me feri ( poesia de 10 de 2006)


Eu me arranhei na tua boca e me enrolei nos teus braços, implorei ao destino que, se tivesse sorte, a gente se amaria sob um brando vento, e se amando, entenderia que isto tudo é poesia, carnaval da fantasia, futuro do pretérito de um final que ia, se eu me enganei como criança e me feri entre palavras mal-amadas.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Criança espancada


A criança parecia um retalho, tremia assustada, mais um Picasso descuidado, tristes matizes de vermelho e roxo.


A mão que a protegia virou fúria de quem mata, e a criança machucada machuca, de longe, quem a vê - triste, cicatrizes em riste.

terça-feira, 15 de março de 2011

Antes que...


Antes que o sol anoiteça, que despenque sobre nós, antes que a palavra pereça, o amor começa de madrugada, antes mesmo do sol, brigando com a dúvida, junto à certeza , e antes desta próxima palavra, comigo anoiteça e que eu bem mereça todo este grande amor.

domingo, 13 de março de 2011

Pirilampos ( Imagem by Luana Aguiar)


Pirilampos da lua, as estrelas; zunindo pelos céus, brincando de acender e apagar, virando o seu olhar, apaixonadas : num piscar, amar você!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Oração ao Coração de Deus ( Que sirva para muitos!)


Senhor, quero vos dar o meu coração.


Quero agradar-vos, quero que isto seja possível.


Quero ser melhor e menos pior, não me omitindo perante o mal.


Sou tua filha limitada, mas espero que digna de vossa companhia.


Quero ser vosso instrumento de amor e paz, enquanto travessia.


Que eu não seja só palavras ou ações, meu Deus, mas um coração grande e vermelho, cheinho do vosso amor,e por toda a minha vida. Amém!


domingo, 6 de março de 2011

Silêncio


E a tarde cala o bico da garça ao longe, e o tempo se esconde nas nuvens de um vento calmo, mais um domingo de um pingo, de um canto brando, e amando, vive-se até em silêncio.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Menina-matemática (Luana fez a primeira estrofe)





Os números, de um a seis, formam 26; de 7 a 10, 710; de 11 a 15, um queijinho gostosinho.



Números pra ler, pra se inventar, brincando de saltar, correndo em círculos, e a matemática é mesmo uma menina de óculos e levada.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Teimosia ou poesia?


Poesia é pra soltar os cachorros, cheirar as flores murchas das esquinas, é pra sorrir chorando e chorar sorrindo, é contravenção, tua melhor invenção, e não é nada não, só mais uma teimosia torta de quem ainda vive.

Renovação


O verde intenso das árvores é fruto das folhas secas resvaladas no chão. Não foi a morte, foi renovação...E assim, somos nós- folhas secas de dentro têm que se deitar na calçada, e o verde pode, desimpedido, brotar novamente nos nossos ombros,antes cansados.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Coceirinha


A alegria é aquela coceirinha boa que dá na alma.

Alma inesgotável


Eu me assusto, de vez em quando, com coisas que ainda não tinha reparado, se cada ângulo do olhar é alma inesgotável.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Percebeu?


Ah, rapaz, meu sentimento é tão grande, um voo rasante de cabeça, e antes mesmo que você esqueça, soando distante e parecendo que morreu...


É bem o que se sucedeu- o amor, de tão grande, pode parecer pequeno, como quem, sob a chuva, encolheu...Percebeu?

Flor azul



Era uma flor azul de um sol amarelo...


E o jardim era belo, era blue, azul tão cru, e tu moravas lá, deitado na cor do meu amor em flor, como numa moldura parada, sem o pudor de um rabisco singelo.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Apesar da gente...

A vida, de todos os cantos e cidades, segue espremida, desatenta, bem distraída, mas insiste em meio à fumaça, à tua desgraça, se ela só quer viver no meio de gente e, apesar da gente, a vida não quer morrer.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Insônia


Insônia das loucas horas, sua neurótica! Não se cansa de rir de mim, do olho encarnado, do rosto branco e cansado, do pensamento amassado e fugaz?


Vá dormir, pare de fazer barulho, de gerar entulhos, e bons sonhos, eu a perdoo, sua imatura e errante mulher.

sábado, 22 de janeiro de 2011

A frase




Quero uma frase pequena, sem a complicação de uma vírgula, que ela me siga em círculos e me diga boa tarde, que diga quase tudo no escuro do meu juízo louco.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Covarde



Ah, covarde, esta lua de marfim que se joga entre mim e você e, destarte, deixa pra lá, se não cabe tudo, o que a gente deve fazer, o que se deve sonhar...




E o luar espreita a varanda, deitando-se na cama, e a lua, destarte, bem cá, emudeceu até a língua do meu pensamento, coisa única de instantes na plenitude do momento.




domingo, 16 de janeiro de 2011

Acho


Acho beleza no melancólico e no feliz, no claro e embotado, nas antíteses e sinônimos que se completam, nos quebra-cabeças e retalhos, pedaços de vidro e sorrisos, do todo inteiro e do nada- gosto mesmo de tudo que a vida me traz, ela canta e brinca, e ainda sou sua criança cor-de- rosa.