sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Luana e a abelha

A menina corria, empurrando os ventos da nuvens, sem freios ou medos, na calçada cheia de flor. Era um tal de pega- pega, se não olhar bem, escorrega... E de repente, no caminho, com uma abelha esbarrou. E a menina gritou, o inseto amarelo ziguezagueou e se escondeu sob a flor. Mas tudo terminou bem- Luana brincou até o poente cansar, e a abelha empacotou o seu mel. Tudo doce como sempre, tudo como a menina grande quis - um susto alegre a cada dia.

domingo, 17 de novembro de 2013

O sono de Luana

Enquanto os  fios de seda rasgam nuvens, o céu azula num profundo, e a menina dorme sem sentir que a noite enegreceu... E nem gemeu, não abriu os olhos, , apertou a  sua boneca com força e dormiu de ladinho... E a noite parda agradeceu... Luana nem teve medo do escuro, apenas sorria- estava sonhando com coisas cheias de cores, coisas pequenas, grandes e secretas das infâncias,  inclusive com estrelas azuis da noite. A lua ,daí por diante, aprendeu a lição- anda lentamente e na pontinha dos pés .... Tudo porque tropeçou desajeitadamente sobre uma estrela ,e Luana acordou chorando com o estrondo da bolota...  Um horror ! Ninguém do céu noturno terá pressa enquanto a menina dormir... Boa noite! Noite boa e longa de criança, sem lágrimas ou medo, Luana .

Bobo da Vida

O teu riso  diáfano, desarmado e aberto é coisa certa de um domingo repetido, o riso escorrega por entre dentes e gengivas escandalosas, e entrementes, o tempo passa sorrateiro, rápido e sem culpa. E sem dúvidas ou dívidas, o teu olho se contrai numa gargalhada frouxa de ecos insistentes.  Por certas coisas, o choro; por quase tudo, o riso. Tu és o bobo da vida, menino lindo.