quarta-feira, 30 de junho de 2010

Aquilo tudo era eu...


Às vezes, quando estou triste, sequer me reconheço, se é bem por este lado avesso que quase desfaleço...


Mas, aí vem o recomeço do começo, eu mereço, e me deixo ficar na estrada , bem no meio dela, acenando à carona da alegria, e em alguma hora, suavemente ria, e não era fantasia, eu sabia- aquilo tudo era eu.

Alma de criança



Existe uma serelepe criança dentro de mim, lambuzada de chocolate, gritando tão alto, que acabo dando mais ouvidos a ela.

Inexato


Pensei, pensei, e não cheguei a qualquer conclusão...Ainda bem, pois a vida é mesmo intrigante, e como tudo que é inexato, só é desvendado exatamente na hora certa e marcada, e olhe lá...

domingo, 27 de junho de 2010

Vaidade


A vaidade é a maior fábrica de tolos e ensimesmados.

terça-feira, 22 de junho de 2010

O pó



O pó é o grão picotado, resto do teu corpo deitado, a pedra antiga que andou, o caminho que você pisou, ouro e prata, futuro diamante, folha que sombreou.


É, o pó nos engana e se refaz, e é sempre muito mais, início e fim, caminho e pedra, resto que se distrai, gente que um dia amou...

Inconforme-se


Quem é conformado, já morreu faz tempo...Inconforme-se, forme e reforme os seus mundinhos que, por menores que sejam, estão apenas à sua espera, e de mais ninguém .

domingo, 20 de junho de 2010

Voos


A escrita proporciona voos altos e rasantes, mas a música é a única coisa , no mundo, que me faz sentir imortal.

A noiva ( Homenagem à minha prima Fernanda)




Noiva de neve, enevoada; de cetim, o rosto, jeito de ser amada.

Sorriso de choro, lágrima de princesa, sabe que o amor vem de madrugada, e nunca mais se deita.

Tão linda noiva, Fernanda de branco; esvoaça, de longe, o abençoado manto, anjo e encanto, canto branco, seu amor.

Saramago ( Quase não o li, gente...É uma vergonha, mas do pouco que senti...E esta foto linda do casal...)



Saramago, amado no âmago ibérico, homérico, prolixo do lixo e do certo.

Acre-aziago, pedaço vivo de língua-fogo, indomável - profano, e devoto de Pilar.

Homem que ama e brinca de tempo, é sara - letra, mago da gente, língua portuguesa, é Saramago.


sábado, 19 de junho de 2010

Vira- e - mexe ( Feita dia 02/06)




Dá um aperto te deixar, não mais te ver, dá um aperto o esquecer, e muito mais ainda, o vira-e-mexe de lembrar.

Num brilhar brincando



As ondas purpurinam, cintilam ao meio-dia , viram véu de cigana num vai- e- vem que engana.

Parece mesmo com purpurina, ou com a mais linda estrela, mas é apenas o mar vestindo-se de bela, mulher que vela e espera tão branca ao sol, num brilhar brincando...

Eu já nem lembro mais...



Ai, meu Deus, o que aconteceu? O céu morreu, a luz se pôs, deixei tudo que era nosso para depois...

Foi só um descuido de mim, uma distração sem fim, nada fiz por querer, oh amor, venha logo me ver, a flor não brota mais, eu não respiro, e a menina finge que ri.

Apenas um solilóquio louco, um vento preso, e por uma distração, o tempo parou, e eu quase não vi, só falei sozinha, disse uma coisa tão minha, mas eu já nem lembro mais...

terça-feira, 15 de junho de 2010

Qualidade do meu tempo


Mantenho a qualidade do meu tempo inaugurando pensamentos tolos, espreitando bons livros e mergulhando nos olhos dos meus amores.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Faço versos


Eu faço versos como quem reza, como quem se preza , mas tenho um pouco de pressa, e às vezes, nenhuma...


Só quero o cheiro das coisas numa vontade precisa... Ah! Não sei se escrevo , sou até capaz de sentir um gosto agora , o meu oposto, a demora , ou se melhorar, a piora na escora da janela , e acenda uma vela, meu bem, pois eu também faço versos e rezo outra vez, de vez, e sem nenhuma pressa ...


E que tipo de verdade é esta que ainda me resta , e quem sabe, nenhuma? Mesmo assim, faço desertos e restos de versos incertos ou coisa alguma, cobertos de mim...

Generosidade ( Viva o Rio Grande, gente! Engenheiros e sua melhor música, com certeza!)



Que a generosidade seja para nós profissão, a maior missão, grande motivo para estarmos aqui, como uma leve sombra feliz , nas camadas da existência.

domingo, 6 de junho de 2010

A coruja Cuca ( HISTÓRIA INFANTIL)


A coruja Cuca era uma lindinha ave branca que gostava de espreitar toda a mata do serrado lá em Goiás. Mas, um belo dia, conversando com o macaco Chicó, seu melhor amigo, deu um grito: - Olhe as onças marrons vindo pra cá!

Chicó disse-lhe: - Que onças? Vejo só uma , mas vou logo correr daqui!

E, durante 2 dias consecutivos, sobre seu galho de pequi favorito, só via 2 macacos ao longe, 2 jacarés na lagoa, 2 sapos risonhos e ficou preocupada: - Chicó, estou vendo tudo duas vezes, o que faço?

Chicó,sempre muito relaxado e inteligente, chupando uma acerola com toda a força e espichando o sumo em seu olho, disse:

- Cuca, vá ao médico de olhos! Você precisa saber o que está acontecendo! Lembra que você usava óculos e achou que isso tirava seu charme? Sempre lia os melhores livros pra mim, e agora nada...

Pois não é que o danado do macaco tinha razão! Cuca chegou toda fashion e feliz com seu novo óculos com armação de oncinha, um charme total! Agora, ela não parava de dar conta do povo todo da mata e resolveu ler pelo menos uma biblioteca quase toda pro macaco Chicó ficar mais esperto ainda...

E o serrado se despedia com um lindo pôr-do-sol,quando Cuca dizia: - Que bola linda, esta no céu!
E Chicó aliviado:- Ainda bem que o óculos tá funcionando, amiga branquinha!

A verdade é que o serrado devia muito às corujas, porque elas avisavam os outros animais de qualquer tipo de perigo com sua revoada rápida , com sua visão noturna associada a um pescocinho que girava para todo lado, além de um piado forte e estridente .

Então,fizeram uma linda festa pra Cuca, considerada a defensora do serrado goiano, porque se dependesse daqueles animais estranhos de dois pés , com um baita facão na mão, a mata estaria perdida.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Movida


Sou feliz, pois tudo que faço é movido a cismas, pequenos prazeres e dores, e tão imensos amores!

Meio-termo, um termo e meio



Certamente, tenho um sério problema- não sei o que é ser um meio-termo ou um termo e meio, sou esquerda ou direita, mas uma nauseante coluna no centro não é bem a minha cara, pois a minha cor dói, de tão forte, e minha alma azul, por sorte, ainda arde bastante.

Mal-acompanhado ( Aos bem e mal-acompanhados e a todo eu sozinho)




Prefira, mil vezes, um eu sozinho a um mal-acompanhado, justamente para não soterrar seus melhores sonhos e energias à toa, sob a lama negra e fria de um sentimento que se desdobra apenas em erros.

Belos quadros ( Façamos os nossos ! )






Faça belos quadros de um passado reinventado, mosaico-presente, de um futuro- desejo.




Faça acontecer a cores, acontecendo ou não, belos quadros até com uma única mão, para jamais chegar a dizer - fiz não, sequer pintei uma história ou uma boa ilusão.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Outra


Sinto que agora estou mais livre que um pensamento dormindo - minhas algemas somem, e os meus pés escorregam sobre os grãos de areia, numa tarde amarela.


Brilho no olhar



Gosto de todo brilho no olhar, translúcido e faiscante em nossos rostos, porque enquanto há luz, há vida, e se há vida, todas as cores ainda são possíveis de se ver.