terça-feira, 22 de outubro de 2013

Tardes (Crônica)

A tarde ensaia ser a mesma- nem perfeita ou tão insatisfeita. Já acostumada a ser coluna do meio entre as manhãs e noites, flui acomodada, desatenta, parece que deseja entregar - se à noite com pressa. Os vergéis ficam alaranjados, a menina resfolega e transpira, o cão branco dorme... A tarde nao se esforça, parece mais com as redes sob coqueirais, fatiga o homem do campo, esnoba o da cidade. A tarde cai num estou nem aí, o sol que me deixe, que a lua me penetre e as estrelas me empolem... Num tchau , despede- se dispersa, desidiosa, mas não mais que os homens ansiosos pela espera da noite. Ah, os homens! Não cansam de suas esperas e sonhos! E já se fez tarde...

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