domingo, 24 de março de 2013
Poeta Cretino
Eu busco o riso, a rosa murcha, a ferida e a dor... Mas a dor que gargalha, a dor falsa de toda poesia, bem mais alegre que a alegria da vida, pois segue impunemente inventada...E ninguém presta contas sobre o crime- a falsidade ideológica de todo poeta cretino.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
O cheiro da música
A música é noiva do escapismo, mas guarda marcas dos nossos causos e se torna a verdade de cada um de nós nos melhores sábados.
domingo, 30 de dezembro de 2012
Destamanhos
Eu vivo de destamanhos- os números, o tempo e os fatos já não me definem. Talvez eu seja apenas o que minha alma implora...
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Alumiada
Pedi luzes, e me deram estrelas, vagalumes e até relâmpagos. Sinto-me alumiada e cheia de sorte tanto na poesia como na vida que a cada dia se esvazia.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Janelas
Um mundo de calçadas e asfaltos, a varanda de outro prédio; a mulher, lá longe, cheia de tédio; mundos inventados, debruçados e coloridos sobre janelas metálicas, de madeiras ou vidros.
Olhos verdes de janela, desejos azuis deitados e vermelhas esperas, reflexões cansadas, histórias mal- contadas, a casa que você inventou e amou, além do pensamento ao lado, ainda quente, sob a árvore que sombreia.
Olhos verdes de janela, desejos azuis deitados e vermelhas esperas, reflexões cansadas, histórias mal- contadas, a casa que você inventou e amou, além do pensamento ao lado, ainda quente, sob a árvore que sombreia.
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